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Parábola do Cavalo


Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos na sua pequena fazenda.

Um dia, o seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O poço era muito profundo e era extremamente difícil tirar o cavalo de lá.

O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente e avaliou a situação, certificando-se que o animal não se tinha magoado.

Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, o fazendeiro achou que não valia a pena investir na operação de resgate. Tomou, então, a difícil decisão:

Determinou ao capataz que sacrificasse o animal atirando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.

E assim foi feito: Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.

Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal sacudia-a e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.
Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguiu sair!
 
Moral da História: Por vezes a vida preganos partidas e ficámos um pouco "embaixo". Quando te sentires incompreendido e com falta de apoio ou oportunidade lembra-te do cavalo desta história.Não aceites a terra que jogam sobre ti, sacode-a e sobe sobre ela. E quanto mais jogarem, mais vais subindo, subindo, subindo.

O sentido da vida!

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente."

O vendedor de balões


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.

Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.

Havia ali perto um menino negro.Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...

Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.

Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:

- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Anthony de Mello

O que é Oração?

 
«Uma noite, o irmão Bruno viu a sua oração interrompida pelo cantar de uma rã.
Mas, ao ver que todos os seus esforços por ignorar o som eram inúteis, aproximou-se da janela e gritou: “Silêncio. Estou a rezar.”
Como o irmão Bruno era um santo, a sua ordem foi obedecida de imediato: todo o ser vivo calou a sua voz, para criar o silêncio que favorecesse a sua oração.
Porém, um outro ruído veio então perturbar o irmão Bruno: uma voz que dizia: “Talvez a Deus agrade tanto o cantar dessa rã como a recitação dos teus salmos…” “O que pode haver no cantar dessa rã que seja agradável aos ouvidos de Deus?” pergunta o irmão Bruno. A voz continuou: “Já te perguntaste o porquê de Deus ter criado esse som?”
Bruno decidiu averiguar o porquê. Aproximou-se de novo da janela e ordenou: “Canta!”
E o cantar ritmado da rã voltou a encher o ar, com o acompanhamento de todas as rãs do lugar. E, quando Bruno prestou atenção ao som, este deixou de o incomodar, porque descobriu que, se não lhe resistisse, o cantar das rãs servia para enriquecer o silêncio da noite.
Uma vez feita esta descoberta, o coração do irmão Bruno sentiu-se em harmonia com o universo e, pela primeira vez na vida, compreendeu o que significa orar.»
 
Anthony de Mello – La oración de la Rana

A árvore da vida dos amigos


"Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem felizes pela simples casualidade de terem cruzado o nosso caminho. 
Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. 
A todas chamamos amigos e há muitas classes deles.
Talvez cada folha de uma árvore represente um dos nossos amigos. 
O primeiro que nasce é o nossos amigo Pai e a nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida.
Depois, vêem os amigos Irmãos, com quem dividimos o nosso espaço para que possam florescer como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem respeitamos e desejamos o bem. 
Mas, o destino apresentamos a outros amigos, os quais não sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos de eles chamamos-lhes amigos da alma, do coração. São sinceros, são verdadeiros. 
Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz. 
E ás vezes um desses nossos amigos da alma estala no nosso coração e então chamamos-lhe um amigo namorado. 
Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, saltos aos nossos pés. 
Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas férias ou uns dias ou umas horas. 
Eles colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que estamos com eles. 
Falando do assunto, não podemos esquecer os amigos distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra. 
O tempo passa, o Verão vai-se, o Outono aproxima-se e perdemos algumas das nossas folhas, algumas nascem noutro Verão e outras permanecem por muitas estações. 
Mas o que nos deixa mais felizes, é que as folhas que caíram continuam junto, alimentando a nossa raiz com alegria. 
São recordações de momentos maravilhosos de quando se cruzaram no nosso caminho. 
Desejo-te, folha da minha arvore, paz, amor, sorte e prosperidade. Hoje e sempre...Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. 
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos deixam nada. 
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade."
Autor: Conde Roberto